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Fonte: www.gazetaesportiva.net

Quais foram os grandes protagonistas da história da Fórmula 1? Desde o vencedor do primeiro grande prêmio, o italiano Giuseppe Farina, que também foi o primeiro campeão mundial, inúmeros pilotos participaram das corridas. Alguns destes inscreveram seu nome na galeria dos imortais da categoria.

O argentino Juan Manuel Fangio, ganhador de cinco títulos mundiais (1951, 54, 55, 56 e 57), detém a incrível média de uma vitória a cada 2,1 corridas, sendo considerado por muitos como o maior piloto da história da categoria.

O australiano Jack Brabham, tricampeão (1959, 60 e 66), teve seu primeiro título conquistado de maneira heróica: na última prova da temporada, seu carro parou sem combustível a poucos metros da linha de chegada. Ele, então, pulou para fora do carro e começou a empurrá-lo, conseguindo ainda chegar a tempo de garantir o título.

Brabham foi também o primeiro piloto que se transformou em construtor, ao criar, em 63, a equipe que levaria seu sobrenome. Os resultados não tardaram a vir, e Brabham venceu o campeonato de 66 com seu próprio carro.

E houve o escocês Jim Clark, campeão em 63 e 65. Um dos pilotos mais técnicos da história da F-1, Clark foi dono do recorde de pole-positions por mais de 20 anos. Perdeu outros campeonatos em que foi considerado o melhor, seja por azar ou pelo regulamento. Seu segundo título veio de modo impecável: em 65. Na época, consideravam-se apenas os seis melhores resultados em dez provas para a disputa do campeonato. Clark venceu seis provas, conseguindo assim o numero máximo de pontos possíveis, 54. Ainda por cima, nesse mesmo ano, ele venceu as 500 milhas de Indianápolis, nos EUA. No entanto, um acidente numa prova de F-2, em 68, tirou-lhe a vida.

Outro grande escocês, Jackie Stewart, é um verdadeiro mito. Tricampeão (com títulos em 69, 71 e 73), o "escocês voador", como era conhecido, conquistou seus campeonatos de maneira indiscutível. Foi o recordista do maior número de vitórias (27) por muito tempo. Sua "aura" foi reforçada com um episódio ocorrido em 73.

Nos treinos para a última prova da temporada, nos EUA, seu companheiro de equipe, o francês François Cevert, morreu em um acidente. Stewart decidiu, naquele momento, abandonar as pistas, de tão chocado que estava. Já campeão da temporada, ele nem mesmo alinhou para a largada da corrida, em que completaria a marca de 100 GPs disputados.

O austríaco Niki Lauda foi outro piloto que se tornou uma referência para muitos. Tricampeão (1975, 77 e 84), é dono da marca de maior intervalo de anos entre dois títulos (nove). No seu primeiro campeonato conquistado, quebrou um jejum de onze anos sem título para a Ferrari. No ano seguinte, liderava com larga folga o campeonato, até sofrer um acidente que quase lhe tira a vida, em Nürburgring, Alemanha. Com o corpo cheio de queimaduras e o rosto deformado, Lauda ainda voltou às pistas naquele mesmo ano, após se ausentar por duas provas. No entanto, no último grande prêmio do ano, no Japão, chovia muito e o austríaco preferiu não se arriscar. Perdeu o título por um ponto, pois o campeão, o inglês James Hunt, chegou na terceira posição da prova.

E o que dizer do francês Alain Prost? Segundo piloto com maior número de títulos, com quatro (1985, 86, 89 e 93), maior vencedor da história da categoria (51), marcou o maior número de pontos (798,5). Apelidado de "professor", tinha um dos estilos mais técnicos e refinados (de pilotagem) que já existiram.

Pilotagem que só foi desafiada à altura pelo brasileiro Ayrton Senna da Silva. Considerado por Fangio como o maior piloto da F-1, Senna alcançou o tricampeonato com os títulos de 1988, 1990 e 1991, todos pela Mclaren.

Com fãs conquistados em todos os continentes, Senna é ídolo do povo brasileiro até os dias de hoje. Também é cultuado no Japão, onde conquistou seus três campeonatos e ganhou o respeito de Soichiro Honda, fundador da montadora que fornecia os motores campeões da McLaren. Na Europa, se tornou o mais íntimos dos súditos da família real de Mônaco, em quem deu banho de champanhe em seis oportunidades (87, 89, 90, 91, 92 e 93).

A "era Senna" durou até o GP de Ímola de 1994. Em sua quarta corrida pela Williams, o piloto perdeu a vida após se chocar contra o muro da antiga curva Tamburello.

O mais recente grande piloto da F-1 é o alemão Michael Schumacher. Ele tornou-se o primeiro heptacampeão da história, com os títulos em 94, 95 e 2000, 2001, 2002, 2003 e 2004, e impressionou desde sua primeira corrida. É recordista em vitórias e consagrou-se como o maior vencedor de todos os tempos. Mas os críticos apontam que correu em uma época sem grandes pilotos, e de não ser ético e "limpo" nas corridas. Por duas vezes jogou seu carro contra o do adversário com quem disputava o título.

Juan Manuel Fangio.

Pentacampeão (1951, 54, 55, 56 e 57).

 

 

 

 

 

 

Alain Prost.

 

 

 

 

 

 

Ayrton Senna: o mito que conquistou os corações dos brasileiros.